“Miudezas”

Percorro todas as tardes um quarteirão de paredes nuas. Nuas e sujas de idade e ventos. Vejo muitos rascunhos de pernas de grilos pregados nas pedras. As pedras, entrentanto, são mais favoráveias a pernas de moscas do que de grilos. Pequenos caracóis deixaram suas casas pregadas nestas pedras. E as suas lesmas saíram por aí à procura de outras paredes. Leia mais… »

O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez. Tudo que não invento é falso. Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. Tem mais presença em mim o que me falta. Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário. Sou muito preparado Leia mais… »

Afinal, por que fazer análise?

O paciente de Freud, apesar da conotação passiva que o termo carrega, não é qualquer paciente. Ele é o mesmo analisando de Lacan, ao qual confere ao sujeito em processo analítico sua própria responsabilização e ação de “fazer análise”, assim chamando-o de analisando, este atribuiria ao analista, como função, o lugar daquele que supostamente apreende Leia mais… »

Solta-te

Quando lamentas não vives Fechas os olhos diante do frio do seco, do áspero, do escorregadio da graxa, da luz, do breu do indisposto, do inerte, do bruto do desfeito, do insano, do corte Acabas te encolhendo num mundinho de coisas eleitas o conhecido que não aceita o novo o mesmo que rejeita o outro Leia mais… »

Abrindo o “baú da vovó”: a coragem de olhar dentro de si mesmo

Há poucos dias atrás, não me sentia muito bem. Tinha um conflito com alguém de quem gosto muito e muita dificuldade de compreendê-lo. Sentia-me triste, até mesmo angustiado e também muito cansado. O conflito com essa pessoa me doía muito, doía até demais, tanto que percebi que não poderia ser algo ligado unicamente à pessoa Leia mais… »