O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez. Tudo que não invento é falso. Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. Tem mais presença em mim o que me falta. Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário. Sou muito preparado Leia mais… »

Solta-te

Quando lamentas não vives Fechas os olhos diante do frio do seco, do áspero, do escorregadio da graxa, da luz, do breu do indisposto, do inerte, do bruto do desfeito, do insano, do corte Acabas te encolhendo num mundinho de coisas eleitas o conhecido que não aceita o novo o mesmo que rejeita o outro Leia mais… »

Abrindo o “baú da vovó”: a coragem de olhar dentro de si mesmo

Há poucos dias atrás, não me sentia muito bem. Tinha um conflito com alguém de quem gosto muito e muita dificuldade de compreendê-lo. Sentia-me triste, até mesmo angustiado e também muito cansado. O conflito com essa pessoa me doía muito, doía até demais, tanto que percebi que não poderia ser algo ligado unicamente à pessoa Leia mais… »

Apalavramento fiel

Cuidado transcende qualquer juízo estético Bonito, feio, kitsch, brega, cafona, pastiche Para além do cânone e da ótica Brota da mão a promessa De bem-querer Acasalamento no ninho Apalavramento fiel: “Há lugar para mais de um no (meu) mundo Dou-te a senha Capricho!” Claudio Pfeil

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que Leia mais… »